27.1.06

O Soldado e o Bandido

Vários bandidos,armados, invadiram uma loja de sapatos, quarta-feira, 25 de janeiro de 2006, no bairro de Encruzilhada, na cidade do Recife. Fizeram reféns, ameaçaram de morte funcionários, pessoas outras e até um porteiro do prédio vizinho. Alguém percebeu o ato criminoso e acionou um coronel e um soldado na polícia, motorista do oficial, que, por infelicidade , passavam pelo local. O soldado dirigiu-se com o seu superior à loja. Percebendo a movimentação dos militares, o bandido Emerson Silva de Souza, vulgo "Merson", condenou o soldado à morte. Desferiu-lhe um tiro à queima roupa, um único tiro, na cabeça da vítima. A morte, como sempre ocorre com os condenados à pena capital, foi imediata!
A população revoltada com a ousadia e a covardia do bandido, que matou o soldado Jurandir Francisco dos Santos, perseguiu o assassino e resolveu fazer justiça com as próprias mão, num recurso derradeiro. O linchamento só não se consumou porque a polícia chegou, mas o "verdugo" recebeu uma boa lição....
Foi levado para um hospital e depois para o presídio. E lá morreu, de madrugada, em face da surra que a população desesperada lhe aplicou.
Os jornais do Recife, desta sexta-feira, dedicaram diversas páginas de defesa do meliante. Os grupos de "direitos humanos" já ameaçaram entrar com o processo contra os médicos do Hospital que liberaram o "Merson", contra a Polícia Miltar e o Governo do Estado.
Enquanto isso, o herói, soldado Jurandir, foi enterrado e mereceu apenas algumas poucas linhas nos noticiários. Ninguém apareceu para prestar-lhe uma homenagem nos jornais. Ninguém elogiou o seu gesto de herói, pelo qual foi condenado à morte pelo "poder paralelo".
O soldado Jurandir deixou uma filha, uma esposa e uma criança que ainda irá nascer. Passarão sérias dificuldades na vida. As crianças serão criadas sem o pai, mais um condenado à morte que foi executado pelo "poder paralelo". Mas , no Brasil atual, quem merece proteção e "honras" são os bandidos. Os militares e os cidadãos em geral se agirem , em defesa própria, contra os carrascos, serão severamente punidos...

2 comentários:

verônica Aroucha disse...

Infelizmente, Vaninho, o ocorrido não foi um
filme de violência. Nem uma peça teatral (de mal gosto). É a vida real. Aconteceu aqui, na cidade mais linda do Brasil, em um nordeste sofrido e de uma população sem lei. De quem é a culpa, ser o Recife a capital referência em Violência? Abafa o caso; dezenas de mortes, roubos.
E tudo estampado com paletó e gravata. Sorrisos, comemorações e palanques. Pergunto de novo, perguntarei sempre: de quem é a culpa? Nossa também. Nos deixamos levar pelo futebol, praia e carnaval. Carregamos todos, essa responsabilidade com o bem social.
Porém, que o Recife piorou e muito, nos últimos anos, não tenho
dúvida. De quem é a culpa??
Abraço, amigo!
Verônica
P.S. Que pena, você não poder fazer lindos textos de paz, por falta de material. Ocorre o contrário na rádio Universitária AM
Onde você produz e apresenta o programa Encontro Musical.
a seleção é sublime. O material, felizmente, é da melhor qualidade

Tânia França disse...

Oi Lucivânio, já estava com saudade dos seus comentários. Seja bem vindo com suas cacetadas! É o que Verônica disse: tudo está estampado com paletó e gravata. O palanque maior vem ai, já neste ano de 2006 - vamos aguardar!